terça-feira, 15 de abril de 2014

Uma questão de fisica

Não precisa ser nenhum físico formado para entender algumas questões lógicas da física. Se eu puxo alguém para trás ele não pode cair para frente.

O futebol tem convivido há alguns anos com algumas polêmicas que seriam facilmente resolvidas com uma simples questão de física. Acredito que se os árbitros tivessem um treinamento básico de físisca e treinasse seus olhos veriam quando os atletas se jogam e quando não.

Sou da opinião de que ainda que haja toque, se o jogador se joga, não deve ser marcada a infração e ele deve ser punido com o cartão amarelo, já que, do contrário, estaríamos premiando a torpeza, a desonestidade. Se a Fifa orientasse os árbitros a não marcar nenhuma falta em que há simulação ou valorização por parte do jogador e aliada a um treinamento da expressão corporal do jogador rapidamente as tentativas de enganar os árbitros, muito comum no Brasil, seriam rapidamente extirpadas.

O que inspirou a redigir esta postagem foi o jogo Cruzeiro e Atlético, de 13/04/2014, última partida da final do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro, com o empate foi o Campeão e aos atleticanos restou a reclamação de que teria havido um pênalti de Dedé em Jô. Este comentário é isento de qualquer paixão clubística, pois mesmo cruzeirense faço este comentário de forma absolutamente imparcial, afirmando categoricamente que NÃO FOI PÊNALTI.

Até mesmo cruzeirenses acreditam que Dedé fez a falta em Jô, mas dizendo ou que foi fora da grande área ou que realmente Jô estava estava impedido como marcou o bandeirinha. Contudo se pararmos para olhar a expressão corporal do Jô e atentarmos para alguns detalhes do lance veremos que ele no momento em que vê que o passe foi forte demais  e que ele não alcançaria a bola SE JOGA.

A primeira evidência da simulação do atacante atleticano são os braços jogados para traz.  Fisicamente, e não precisa ser especialista para entender isso, a única possibilidade dos braços de alguém ir para traz numa queda é se ele for empurrado no meio das costas, caso em que o corpo é projetado para frente, e os braços ficam. Notem como Jô joga ambos os braços para cima, claramente se atirando.

Outra evidência da simulação são as duas pernas esticadas juntas. Se tivesse sido a força do empurrão, ainda que caindo o movimento das pernas continuaria sendo de uma ultrapassando a outra, já que ele estava correndo, e só se alguém tivesse travado as duas pernas ao mesmo tempo para que elas fizessem aquele movimento.

Notem que Dedé, com a mão esquerda estaria puxando Jô e não empurrando. Ora, se foi o puxão, Jô deveria ter caído para traz e não frente. E corpo dele deveria se virar no sentido do puxão e não continuar reto.

Desafio a qualquer especialista me provar o contrário.A questão não é analisar a mão do Dedé, mas sim se  foi ela quem provocou a queda. E no caso, olhando pela lógica física, Jô merecia ainda um cartão amarelo.

Se olhássemos outros lances pela lógica física, corrigiríamos várias injustiças e gostaria aqui de analisar mais um lance, que  parece ter sido pela unanimidade na imprensa considerado erro de arbitragem. Foi a final do campeonato brasileiro de 2005 entre Corinthians e Internacional. O famoso (suposto) pênalti no Tinga em que o árbitro Marcio Resende de Freitas não marcou e ainda aplicou o cartão amarelo no Tinga. Contudo ele foi absolutamente correto. Analisemos.

O goleiro Fábio Costa, realmente encosta na perna direita do Tinga, mas este se joga, invalidando, ao meu entender a marcação do pênalti. As evidências da simulação do jogador do Inter são claras. A primeira, como sempre, são os braços jogados para traz, essa pra mim já resolve a questão. Como já dito somente o empurrão contundente nas costas justifica tal comportamento. A segunda é observada olhando para a perna esquerda do jogador. Se o goleiro bateu na perna direita dele, o movimento natural da perna esquerda seria continuar o movimento de corrida.  Ele cairia virando o corpo no sentido do toque do goleiro. Entretanto, a perna esquerda dele sobe, é jogada para traz!!. Com que força? Alguém amarrou uma corda e puxou para cima?

Olhem novamente ambos os lances sob a perspectiva aqui lançada e varão que tenho razão. As simulações só continuam acontecendo porque as pessoas não analisam com olhos da lógica as quedas dos jogadores que estariam sofrendo falta e só olham para o jogador que estaria cometendo a falta e por isso erram. A mim eles não enganam.

Abaixo seguem os vídeos de ambos os lances, sendo que no lance do Jô com Dedé o lance pode ser visto a partir do minuto 1:10, e por favor, ignorem os comentaristas.