O futebol tem convivido há alguns anos com algumas polêmicas que seriam facilmente resolvidas com uma simples questão de física. Acredito que se os árbitros tivessem um treinamento básico de físisca e treinasse seus olhos veriam quando os atletas se jogam e quando não.
Sou da opinião de que ainda que haja toque, se o jogador se joga, não deve ser marcada a infração e ele deve ser punido com o cartão amarelo, já que, do contrário, estaríamos premiando a torpeza, a desonestidade. Se a Fifa orientasse os árbitros a não marcar nenhuma falta em que há simulação ou valorização por parte do jogador e aliada a um treinamento da expressão corporal do jogador rapidamente as tentativas de enganar os árbitros, muito comum no Brasil, seriam rapidamente extirpadas.
O que inspirou a redigir esta postagem foi o jogo Cruzeiro e Atlético, de 13/04/2014, última partida da final do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro, com o empate foi o Campeão e aos atleticanos restou a reclamação de que teria havido um pênalti de Dedé em Jô. Este comentário é isento de qualquer paixão clubística, pois mesmo cruzeirense faço este comentário de forma absolutamente imparcial, afirmando categoricamente que NÃO FOI PÊNALTI.
Até mesmo cruzeirenses acreditam que Dedé fez a falta em Jô, mas dizendo ou que foi fora da grande área ou que realmente Jô estava estava impedido como marcou o bandeirinha. Contudo se pararmos para olhar a expressão corporal do Jô e atentarmos para alguns detalhes do lance veremos que ele no momento em que vê que o passe foi forte demais e que ele não alcançaria a bola SE JOGA.
A primeira evidência da simulação do atacante atleticano são os braços jogados para traz. Fisicamente, e não precisa ser especialista para entender isso, a única possibilidade dos braços de alguém ir para traz numa queda é se ele for empurrado no meio das costas, caso em que o corpo é projetado para frente, e os braços ficam. Notem como Jô joga ambos os braços para cima, claramente se atirando.
Outra evidência da simulação são as duas pernas esticadas juntas. Se tivesse sido a força do empurrão, ainda que caindo o movimento das pernas continuaria sendo de uma ultrapassando a outra, já que ele estava correndo, e só se alguém tivesse travado as duas pernas ao mesmo tempo para que elas fizessem aquele movimento.
Notem que Dedé, com a mão esquerda estaria puxando Jô e não empurrando. Ora, se foi o puxão, Jô deveria ter caído para traz e não frente. E corpo dele deveria se virar no sentido do puxão e não continuar reto.
Desafio a qualquer especialista me provar o contrário.A questão não é analisar a mão do Dedé, mas sim se foi ela quem provocou a queda. E no caso, olhando pela lógica física, Jô merecia ainda um cartão amarelo.
Se olhássemos outros lances pela lógica física, corrigiríamos várias injustiças e gostaria aqui de analisar mais um lance, que parece ter sido pela unanimidade na imprensa considerado erro de arbitragem. Foi a final do campeonato brasileiro de 2005 entre Corinthians e Internacional. O famoso (suposto) pênalti no Tinga em que o árbitro Marcio Resende de Freitas não marcou e ainda aplicou o cartão amarelo no Tinga. Contudo ele foi absolutamente correto. Analisemos.
O goleiro Fábio Costa, realmente encosta na perna direita do Tinga, mas este se joga, invalidando, ao meu entender a marcação do pênalti. As evidências da simulação do jogador do Inter são claras. A primeira, como sempre, são os braços jogados para traz, essa pra mim já resolve a questão. Como já dito somente o empurrão contundente nas costas justifica tal comportamento. A segunda é observada olhando para a perna esquerda do jogador. Se o goleiro bateu na perna direita dele, o movimento natural da perna esquerda seria continuar o movimento de corrida. Ele cairia virando o corpo no sentido do toque do goleiro. Entretanto, a perna esquerda dele sobe, é jogada para traz!!. Com que força? Alguém amarrou uma corda e puxou para cima?
Olhem novamente ambos os lances sob a perspectiva aqui lançada e varão que tenho razão. As simulações só continuam acontecendo porque as pessoas não analisam com olhos da lógica as quedas dos jogadores que estariam sofrendo falta e só olham para o jogador que estaria cometendo a falta e por isso erram. A mim eles não enganam.
Abaixo seguem os vídeos de ambos os lances, sendo que no lance do Jô com Dedé o lance pode ser visto a partir do minuto 1:10, e por favor, ignorem os comentaristas.